Deve ser por conta desse meu desleixo de não organizar as bagunças do coração. Daí vou acumulando bagunças e no final vira uma bola de neve e eu tão cega não consigo enxergar o óbvio e mesmo assim não me perco. Não me perco porque no fundo sei onde deixei cada coisa. Estão todas ali. As coisas é que na verdade não sabem onde estão e ficam assim... atordoadas. E é tão ruim está atordoada que o melhor a ser feito é fugir.
Não condeno aquele que foge, porque também eu disparo numa corrida para tentar dizer que fugi primeiro.
Mas o aperto no peito do sentimento desse coração mole duzinferno me rende logo. E eu fico... Eu, meu peito e minhas lágrimas para lavar a alma. Que passa do ponto e fica encharcada. Deve ser por tudo isso que eu sinto falta de cada acaso e de cada vez que deu certo ou quase deu...E por viver sempre presa nessa saudade cria-se um círculo vicioso infindo e malvado.