segunda-feira, 4 de abril de 2011

Alguém pra caminhar comigo

          Todos sabem que é muito difícil caminhar sozinho, embora algumas vezes se faça necessário um momento de reflexão. No entanto, como diz o velho ditado "Antes só do que mal acompanhado" e nessas horas precisamos acertar na escolha de com quem queremos caminhar. Algumas pessoas apareceram para caminhar comigo, umas eu escolhi, fui escolhida algumas vezes, tiveram escolhas simultâneas... Algumas deixaram de caminhar comigo por um motivo ou outro, outras companhias eu tive que deixar no meio do caminho. Algumas vezes o caminho apontava para encruzilhadas e cada um segui uma trajetória diferente. Outras vezes só existia um caminho embora não desejássemos a companhia. Algumas vezes meu caminho era tão acompanhado que mais parecia uma procissão. Outras vezes tinha tantas pessoas mas a solidão me tomava por inteira, porque com nenhuma delas eu podia contar por completo. A algumas companhias eu doei tanto de mim que acabei ficando sem, de outras eu suguei tanto que fiquei envergonhada. Algumas eu sei que vão estar sempre comigo, até que Deus as leve, outras eu sei que daí a pouco sumirão. Algumas irão pela minha vontade outras eu sei que algum dia vão ter que partir independente de eu estar preparada ou não.
         E assim é a minha caminhada, assim segui aos tropeços, vencendo barreiras, como também colhendo flores e frutos pelo caminho. Mas uma coisa eu tenho que parar e agradecer e agora começo a explicar uma parte desta minha caminhada, que foi e é para mim a mais complicada, no entanto a mais vitoriosa. Foi quando meu rumo mudou tanto que me assustei e de repente me vi sozinha num campo tão vasto, tão desconhecido e tão nada a ver comigo, quer dizer, que eu achava que não tinha nada a ver. Foi quando achei várias pessoas para me acompanhar. Uma companhia em especial, ALGUÉM PARA CAMINHAR COMIGO, não alguém que está no mesmo caminho, acompanhando, mas alguém para caminhar comigo e me apresentar o caminho e descobrir coisas do meu caminho também para juntas construirmos um novo jeito de caminhar, que independente de nossa vontade fica contaminado pelo jeito de caminhar do outro. Alguém com quem partilhei experiências, recordações, que me mostrou o mundo e que me disse que ainda é muito muito mais do que aquilo que conheço. Caminhar ao lado desta pessoa me mostrou que eu posso muito mais do que já fiz e que voltar atrás não é progresso embora as vezes tenhamos que visitar caminhos já percorridos. Caminhar ao lado dessa pessoa me fez descobrir um EU tão luminoso que não tenho mais coragem de me deixar pra trás, como também me fez conhece-la tão profundamente e tão intimamente e tão simplesmente que hoje eu tenho medo de que um dia nossos caminhos se dividam de uma forma que nunca mais nos reencontremos. Sabe quando você ama tanto essa companhia que tem medo que ela deixe o caminho antes de você e pede a Deus que isso não aconteça? É isso. Não sabe? Eu desejo que um dia descubra.

E hoje eu não tive outra inspiração para postar no meu blog a não ser esta caminhada, esta companhia. Esta pessoinha brilhante que brinca, que birra. Nossa caminhada chegou no ponto de ouvirmos do outro e conhecermos tanto que as vezes palavras são desnecessárias e gostos e desgostos são tão claros como água e mesmo assim cada dia que se passa tem um novo que não permite que a rotina chegue. Mas ja chega! Tudo isso, toda essa encheção de linguiça, todo esse arrodeio é só pra dizer que você Talita Macdonald é alguém que encontrei... alguém pra caminhar comigo. Com meu tênis novo! =D 


           Ah, é tanta coisa pra falar, é tanta experiência bacana pra partilhar, muitas lágrimas, muitos risos, caras fechadas, gargalhadas. É muita coisa pra calar também, que só a gente entende, que só cabe a gente entender... Mas é tudo lindo. Nessas horas há um misto de falta de palavras e excesso de palavras... Mas eu vou parando porque eu não quero esses lindos olhos azuis encharcados. E eu to postando agora porque não vou conseguir esperar até meia-noite, mas nadinha não, creio que ninguém vai ver antes disso!

           Feliz 2.2, espero que ainda estejamos caminhando juntas nas versões subsequentes.
         

sábado, 2 de abril de 2011

LIVRE ASSOCIAÇÃO LIVRE

Antes que me perguntem o porquê do título eu me adianto na explicação. Só peço a paciência de você para abrir um parênteses aqui e dizer, sim até que enfim criei um blog e sim, estou sentindo borboletas no estômago e sim estou muito preocupada com o que vocês vão achar das lezeiras que vou postar aqui. *-* Fecha parêntese, vamos lá.

Primeiramente uma pesquisa a nível de conceituação que realikzei no meu site de pesquisa preferido, a wikipédia. E não reclamem, deixe eu ser feliz um pouquinho já que postar conceituações da Wikipédia em trabalhos acadêmicos é um pecado e eu estou em casa, no meu blog, dá licença? rs. Lá vai:


"A livre associação foi um método utilizado por Freud, em substituição à hipnose, que consistia em deitar o paciente no divã e encorajá-lo a dizer o que viesse à sua mente, sendo também este convidado a relatar seus sonhos. Freud analisava todo o material que aparecesse, e buscava entendê-los e encontrar os desejos, temores, conflitos, pensamentos e lembranças que pudessem se encontrar, que estivessem além do conhecimento consciente do paciente."

Mas a idéia do nome mesmo veio em longos papos com meu colaborador Alex Monge, mais conhecido como Coelho Branco ou sei lá... Apenas um qualquer =p Então... Estávamos a decidir uma coisa pela qual sou muito indecisa que são títulos, pensei em alguns, descartei os lezos e os meio lezos e ficaram os mais originais... Mas dai fui ver e já existiam blogs com todos os que tinham pensado, ou seja, perdemos tempo. Porém no dia seguinte, vem o estalo, porque estava pensando em um título que tivesse bem a ver comigo e com meu estilo, e de acordo com meus queridos Talita Macdonald e João Morais (amiguissíssimos) eu falo por Livre Associação.

Então tá. Daí o título LIVRE ASSOCIAÇÃO LIVRE, aqui eu vou postar o que me vier na cabeça, e como diz a grande Clarice Lispector: "E se me achar esquisita, deixe também. Até eu fui obrigada a me respeitar". Beijos, fui.